Apenas seis dos 306 voos abrangidos pelos serviços mínimos para os dez dias de greve dos pilotos da TAP e Portugália têm origem/destino no aeroporto do Porto. Menos de 2% da operação decidida pelo Tribunal Arbitral.

Aeroporto do Porto

O porta-voz da TAP, André Serpa Soares, explicou à “Lusa” que, face à escassez de serviços mínimos decidida pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social, a companhia procurou fazer os voos que protegessem “o maior número possível de passageiros”.

“O aeroporto de Lisboa tem dimensão maior, é aqui que está o principal hub da companhia. Lisboa gera mais tráfego e toda a operação para as Américas e África”, adiantou, considerando que “é natural que a TAP procure garantir o maior número de passageiros possíveis”.

A Associação Empresarial de Portugal (AEP) criticou, em comunicado, a opção da TAP de concentrar as operações em Lisboa, considerando-a um “desrespeito inqualificável pelos portugueses das regiões Norte e Centro”.

O porta-voz da companhia liderada por Fernando Pinto realçou que a estratégia seguida teve como objectivo minimizar o impacto da paralisação dos pilotos, rejeitando que signifique que o grupo esteja a subalternizar ou a desinvestir no aeroporto do Porto.

A operação a Norte foi ainda penalizada pela adesão dos pilotos da Portugália (PGA) superior à dos pilotos da TAP, que realizam um boa parte importante da operação com partida no Porto.

À medida que os dias de greve vão passando, a TAP insiste em que está a realizar cerca de 70% dos voos. O sindicato dos pilotos, por seu turno, pondera se avança, ou não, com nova paralisação.

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