O secretário de Estado dos Transportes afirmou que o empresário português Humberto Pedrosa “não é testa de ferro de ninguém” nem está no consórcio Gateway, que venceu a privatização da TAP, para “fazer engenharia jurídica”.

Sergio Monteiro

“O senhor Humberto Pedrosa tem provas dadas há muitas décadas. Mas a mim choca-me, enquanto português e enquanto membro deste Governo, que seja tratado assim um empresário relevante dentro deste sector pelo principal partido da Oposição”, disse o governante, esta sexta-feira em Lisboa, durante o seu discurso de intervenção no 9.º Encontro da “TR”.

Sérgio Monteiro referiu que o Governo está na expectativa de que as autoridades que se têm de pronunciar – europeias e a Autoridade Nacional da Concorrência – o façam rápida e favoravelmente para que o processo fique concluído assim que possível.

“Espero ainda que tenhamos condições de, nesta legislatura, celebrar a entrada dos 269 milhões de euros – curiosamente, parte deles injectados na empresa por um grande empresário do sector dos transportes mais tradicionais”, disse, numa alusão a Humberto Pedrosa.

Perante algumas dezenas de pessoas ligadas ao sector dos transportes, o secretário de Estado esclareceu que foi assinado um contrato de compra e venda definitivo da transportadora aérea com o consórcio Gateway e não um contrato promessa.

“Ontem [quinta-feira], o secretário-geral do Partido Socialista, [António Costa] usava a expressão contrato promessa entre aspas, porque sabe que não é um contrato promessa. Falamos de um contrato definitivo de compra e venda, que tem um conjunto de condições que têm de ser cumpridas”, salientou Sérgio Monteiro.

 

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