Os agentes de navegação saúdam o fim da paralisação em Setúbal, mas duvidam que o SEAL desista de promover greves de estivadores, nomeadamente em Lisboa… e Setúbal.

AGEPOR teme pela próxima greve de estivadores depois de Setúbal

Em comunicado, a AGEPOR diz que “no curto prazo” o fim da greve às horas extraordinárias e do bloqueio dos trabalhadores eventuais de Setúbal “é uma boa notícia”. Mas lembra que também em Lisboa o acordo assinado em 2016 “prometia seis anos de paz que nunca se concretizaram”.

A “culpa”, acusa a associação dos agentes de navegação, é do SEAL, a avaliar pelo “padrão de comportamento desta Direcção”. “A obsessão do SEAL com outros portos onde não tem qualquer representatividade vai continuar e a utilização dos trabalhadores de Lisboa e Setúbal para esse fim também”, diz.

Por isso, “estamos para ver quanto tempo vai demorar até à próxima greve, a actividade favorita
do SEAL”, remata.

Sobre Setúbal, a AGEPOR “congratula-se pela normalização do regime de trabalho naquele porto, com a
importante redução do recurso inaceitavelmente excessivo ao trabalho eventual”. Mas lembra, visando o sindicato dos estivadores, “que a situação que se vivia em Setúbal não era da exclusiva responsabilidade das empresas operadoras portuárias. O SEAL, que se arvorou o defensor mediático dos eventuais, é o sindicato que actua naquele porto há décadas, e foi durante essas décadas e era até agora bem cúmplice daquele estado de coisas.

Os agentes de navegação saúdam ainda “a normalização de um porto vital para a economia nacional, para as empresas, e para um enorme universo de outros trabalhadores que dele dependem” e enaltecem “o difícil trabalho da mediação que conseguiu aproximar as partes”.

Os comentários estão encerrados.