Falhou a anunciada contratação de 30 estivadores para o porto de Setúbal. Yilport, Operestiva e SEAL trocam acusações.

Yilport Setúbal, Operestiva e SEAL desentendem-se sobre contratações em Setúbal

O porto de Setúbal viveu no passado sábado mais um momento de tensão entre operadores e estivadores. Desta feita, o motivo foi uma reunião onde se deveria tratar da realização de contratos sem termo com 30 estivadores eventuais…

A iniciativa partiu da Yilport Setúbal (Sadoport) e da Operestiva – Empresa de Trabalho Portuário de Setúbal, que contactaram 30 trabalhadores portuários eventuais para lhes oferecer um contrato sem termo. Uma iniciativa “inédita no Porto de Setúbal, [que] pretende criar condições de trabalho mais favoráveis, e contribuir para o cada vez maior envolvimento e activa participação dos trabalhadores no desenvolvimento do Terminal de Setúbal, em que a Yilport está firmemente comprometida”, sublinhou o comunicado emitido a propósito.

A reunião deveria ter acontecido na manhã de sábado, mas não se realizou.

Culpa do SEAL, acusaram a Yilport Setúbal e a Operestiva, que em comunicado denunciaram a presença no local de “uma comitiva de cerca de 100 pessoas, algumas das quais trabalhadores de Lisboa, a qual demonstrou uma atitude intimidatória tendo sido lançados 6 petardos, um dos quais contra um dos veículos de um dos directores, danificando-o”.

“Os trabalhadores colocaram-se posteriormente na portaria do terminal, procurando impedir o acesso à infra-estrutura portuária, que só abandonaram, sem reunir após uma hora e meia”, acrescenta a nota divulgada.

Culpa dos operadores, contrapôs o SEAL, que fala numa “reunião de assédio e intimidação”. Segundo o sindicato dos trabalhadores portuários, os trabalhadores contactados para negociar os contratos terão pretendido ser representados por dirigentes sindicais, o que terá sido recusado pelo Conselho de Administração da Operestiva.

E assim, “os trabalhadores eventuais recusaram reunir nos moldes que lhes estavam a ser propostos (…) deixando claro que rejeitam qualquer veleidade dos patrões em negociar individualmente aquilo que, necessariamente, só pode fazer parte de um processo de negociação colectiva séria”, reforça a mensagem do SEAL divulgada nas redes sociais.

 

This article has 1 comment

  1. Enquanto os comunistas não forem todos presos esta brincadeira continua, e a MINISTRA DO MAR a ENGª ANA PAULA VITORINO diz que nada pode fazer, o que não admira nada porque a Senhora até hoje pouco fez !