Em comunicado, a FNSTP condena a precariedade laboral em Setúbal, repudia o recurso a trabalhadores externos ao porto e denuncia a agenda política do SEAL.

FNSTP critica precariedade em Setúbal e agenda do SEAL

A Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários “condena veementemente a indignidade da situação laboral vivida no porto de Setúbal há mais de 20 anos, com a conivência dos respectivos parceiros sociais”, refere o comunicado emitido pela entidade sindical, afecta à UGT, a que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS teve acesso.

Em consequência, a Federação e os seus sindicatos “repudiam com vigor a utilização de quaisquer trabalhadores alheios ao porto de Setúbal para frustrar a paralisação aí decorrente”.

Do mesmo modo, “[a FNSTP] condena a intrusão no seio dos trabalhadores portuários de agitadores e estranhos incumbidos da radicalização de uma luta em que os “precários” têm toda a razão”.

No texto difundido, a federação critica, por outro lado, “as tentativas de politização e partidarização das causas dos estivadores promovidas pelo SEAL” e  sustenta que  “é absolutamente falso” que a greve convocada por aquele sindicato seja de ““solidariedade” com os trabalhadores de Leixões”.

A FNSTP contesta anda a representatividade do SEAL, sustentando  que “representa menos de 20% dos estivadores portugueses”, pelo que, reforça, “não é admissível que sistematicamente, por palavras e acções, ponha em causa o bom nome e reputação de toda uma classe”.

Ainda sobre o “caso” de Setúbal, a federação acusa o SEAL de também ele ignorar a situação, lembrando que os estivadores locais sempre foram representados pelo sindicato de Lisboa e, desde há dois anos, pelo SEAL: “o que andou aquele sindicato a fazer durante as duas últimas décadas”? pergunta, e qual “a razão oportunista por que só agora apareceu para aproveitar politicamente a situação de precariedade que sempre ignorou”?

 

 

 

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