Dia 22 é o próximo D para a conclusão das negociações do CCT dos estivadores de Setúbal. Em comunicado, a Operestiva diz que o SEAL quer aumentos de 29%.

Patrões e sindicato dos estivadores de Setúbal acordaram hoje continuar a discordar e voltar a  reunir no próximo dia 22 para tentar concluir a negociação do CCT. No dia 23, haverá um plenário dos estivadores do SEAL para se pronunciarem sobre os resultados alcançados, ou falta deles.

O novo adiamento foi anunciado pelo SEAL num comunicado de cinco linhas apenas. Já a Operestiva, a empresa de trabalho portuário da Yilport, ocupou seis parágrafos para, no essencial, culpabilizar o sindicato pela situação.

A Operestiva diz que o “único obstáculo” à conclusão das negociações é a divergência sobre a dimensão dos aumentos. E acusa o SEAL de ter exigido “inicialmente 40% (o que nalguns casos equivaleria a cerca de 600,00 euros de aumento mensal por cada trabalhador), para mais tarde baixar para cerca de 29%”.

Do lado dos patrões, a última proposta é de “8%”, concretiza a empresa de trabalho portuário.

A Operestiva lembra que as partes já se reuniram “em 15 ocasiões” desde o início do processo negocial, em Janeiro passado.

“As empresas do Porto de Setúbal apresentaram várias propostas de conteúdo do contrato colectivo, entre as quais se contavam o modelo de progressão na carreira para todos os trabalhadores portuários efectivos, e aumentos salariais para os trabalhadores que não foram admitidos após 13 de Dezembro”, refere ainda a Operestiva, sugerindo que sobre estas matérias terá havido acordo.

A reunião do próximo dia 22 deverá, agora, ser decisiva. O prazo inicial para a conclusão das negociações esgotou-se a 12 de Março

 

Comments are closed.