A anunciada administração conjunta dos portos de Lisboa e Setúbal continua a gerar polémica na cidade da foz do Sado. E até há uma petição pública em prol da manutenção de Vítor Caldeirinha na presidência da APSS.

Setúbal - Expansão

A Câmara Municipal de Setúbal aprovou na última reunião pública uma moção de rejeição da intenção do Governo de nomear um conselho de administração comum aos portos de Lisboa e Setúbal.

O Executivo setubalense recusa a “diluição” da APSS numa estrutura comum que não esteja atenta às “necessidades de Setúbal e às suas especificidades portuárias”. Criticado é ainda o facto de o Governo ter decidido sem consultar previamente as autarquias. A moção aprovada pede, por isso, a reversão da decisão ou, em jeito de alternativa, desafia a sediar em Setúbal aquilo que considera ser uma nova administração portuária.

Ao “Público”, a ministra do Mar reiterou que não haverá fusão de portos, nem supremacia de um relativamente ao outro. Haverá, isso sim, uma administração comum, cujos administradores terão instalações em Lisboa e Setúbal, que reunirá alternadamente e noutro porto, e que dividirá o seu tempo entre os dois portos, exemplificou.

Petição defende continuidade de Vítor Caldeirinha

Quando foram nomeadas as actuais administrações de Lisboa e Setúbal, pelo anterior Governo PSD/CDS, a intenção já era articular e harmonizar o desenvolvimento dos dois portos.

Facto é que, na prática, esse objectivo nunca foi perseguido e rapidamente Setúbal, sob a liderança de Vítor Caldeirinha, foi fazendo o seu caminho e ganhando protagonismo, favorecido também pelas dificuldades, contradições e polémicas que marcaram o dia-a-dia do porto da capital.

E assim, ao longo de cerca de três anos, não apenas o movimento de cargas em Setúbal subiu para níveis recordes, como se assistiu a um bom entendimento com a autarquia e os agentes económicos da região, com destaque para a comunidade portuária, que parece mais unida que nunca.

O reconhecimento do trabalho feito pelo ainda presidente da APSS (já em gestão corrente) motivou mesmo uma inédita petição pública online, sob o mote, “Vítor Caldeirinha merece ficar na Administração da APSS”, que até ao momento reuniu perto de uma centena de assinaturas, entre as quais se contam as de alguns dirigentes, ou ex-dirigentes, com responsabilidades no sector marítimo-portuário nacional.

 

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