As exigências do SEAL para os estivadores de Setúbal “são próximas, e até ligeiramente inferiores aos valores já antes oferecidos pelas associações patronais”, garante o sindicato.

Num comunicado em que responde à “intoxicação” da Operestiva, o SEAL divulga uma “Proposta patronal de tabela salarial de Junho de 2018”, que previa um salário base para o Chefe de Operações (Nível I) de 2 074,82  euros, acrescido de 379,18 euros de subsídio de turno e por trabalho nocturno.

“As últimas rondas negociais mais não têm sido do que sucessivas aproximações à proposta que estes apresentaram em Junho do último ano”, sustenta o sindicato dos estivadores, e garante que “apresentou na última reunião uma proposta que, no salário de topo, fica ligeiramente abaixo da proposta que os patrões apresentaram antes da Batalha de Setúbal”.

Ontem, a Operestiva acusou o SEAL de ter chegado a propor aumentos de 40% e de pretender agora subidas de salários de 29%, contra os 8% propostos pelas entidades patronais.

Hoje, o SEAL critica a postura da Operestiva – “uma das empresas de uma das duas associações patronais” envolvidas nas negociações – e sugere que a sua actuação poderá inscrever-se numa estratégia de “guerra aberta e sem termo à vista, contexto no qual apenas a Yilport poderá ter capacidade financeira para alcançar os seus objectivos de domínio, em prejuízo da economia do país, do restante tecido empresarial e da dignidade dos estivadores que ali trabalham”.

A finalizar, o sindicato apela à intervenção do Governo, “brandindo, se preciso for, a cassação das concessões”.

O prazo para a negociação do CCT dos estivadores de Setúbal terminou a 12 de Março. De 90 dias já se passou para 158. A próxima reunião está agendada para dia 22. Dia 23 haverá um plenário para avaliar os resultados alcançados.

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