Os estivadores do SEAL em Setúbal vão fazer greve na Sadoport. A Operestiva não é visada para, diz o sindicato, não prejudicar a Navipor, nem a Autoeuropa.

Como anunciado, o SEAL avançou hoje com um pré-aviso de greve dos estivadores nos portos de Setúbal e Lisboa, pelo cumprimento integral do CCT assinado no porto da foz do Sado e que, diz o sindicato, não está a ser respeitado pelo Grupo Yilport, que controla a Operestiva e a Sadoport.

A greve decorrerá entre 3 e 17 de Fevereiro e visará o trabalho extraordinário aos dias úteis, aos sábados, domingos e feriados. Mas na prática aos dias úteis apenas será cumprido um turno: o primeiro (entre as 8 e as 17 horas) entre 3 e 9 de Fevereiro, e o segundo (entre as 17 e a 1 da madrugada) nos restantes dias. Igualmente haverá greve sempre que seja utilizada mão de obra estranha à profissão ou contratada depois de ontem.

A justificar a greve, o SEAL insiste no incumprimento do CCT (que resultou do acordo de Dezembro de 2018) por parte do Grupo Yilport.

Desta feita, porém, a paralisação visa apenas a Sadoport, concessionária do terminal de contentores de Setúbal, e  não a Operestiva, empresa de trabalho portuário que também não estará a cumprir as regras acordadas de colocação dos trabalhadores.

O sindicato dos estivadores justifica-o com o facto de uma greve na Operestiva causar “graves problemas ao maior exportador nacional”, a VW Autoeuropa, e também pela circunstância de a Navipor, minoritária na Operestiva, alegadamente não concordar com o comportamento do Grupo Yilport mas ser impotente para alterar a situação.

No porto de Lisboa, e pelo menos para já, a greve dos estivadores do SEAL apenas afectará a operação dos navios desviados de Setúbal.

 

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