O porto de Setúbal tem “potencial” para se desenvolver “como um porto hub ro-ro de referência”, reconhece o director para Portugal do Groupe CAT. Mas o caminho é “estreito” e são precisas “medidas efectivas” de reforço da competitividade, avisa Pedro Lemos.

Agora sob a liderança de Vítor Caldeirinha, o porto de Setúbal parece mais apostado que nunca em afirmar-se como hub para a indústria automóvel, e para isso parece contar com o apoio declarado dos seus clientes-âncora.

Depois das notícias sobre a parceria com a VW para o desenvolvimento de uma plataforma giratória intercontinental, surge agora o country manager para Portugal do Groupe CAT a reconhecer as potencialidades do porto sadino.

Um comunicado da APSS cita Pedro Lemos dizendo que o porto tem uma “centralidade no contexto das grandes rotar marítimas internacionais, que deve ser obrigatoriamente potenciada para que o Porto de Setúbal se torne uma referência na ligação do Mediterrâneo e Atlântico Norte com os continentes americano e africano”.

Por isso, pela disponibilidade de terrenos, pelas facilidades dos acessos e porque Setúbal já é o centro de um cluster logístico automóvel, o director do Groupe CAT conclui que “apesar do caminho ser estreito, existe efectivamente potencial para desenvolver Setúbal como um porto hub ro-ro de referência”.

Mas como não bastam as intenções nem as boas-vontades, Pedro Lemos defende, sem especificar, que “urge avançar rapidamente com medidas efectivas que lhe peermitam [ao porto de Setúbal] reforçar a sua competitividade a nível internacional”.

Recorde-se que nos últimos tempos, por mais de uma vez, se falou nos media da possibilidade de a AutoEuropa trocar Setúbal por Sines para garantir o escoamento da sua produção.

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