O governo da Coreia do Sul está apostado em ajudar ao crescimento da Hyundai Merchant Marine (HMM) mediante a compra de até 20 novos navios com capacidade igual ou superior a 13 000 TEU.

HMM

Com a falência da Hanjin Shipping, Seul pretende que a HMM passe a ser a companhia de bandeira do país. A HMM, que passou grande parte do ano num processo de reestruturação financeira, assinou um memorando de entendimento com a Maersk e a MSC para juntar-se à aliança 2M, mas ainda não é certo que isso suceda.

No presente, a HMM é a 13.ª maior companhia mundial de transporte marítimo de contentores, mas o sector está em rápida consolidação. Por exemplo, as companhias japonesas NYK, MOL e K Line – que ocupam os 11.º, 12.º e 15.º lugares naquele ranking – anunciaram, na segunda-feira, que vão fundir as suas operações de contentores.

Lars Jensen, partner da SeaIntelligenver Consulting, indicou ao “Splash 24/7” que, no presente, “uma companhia tem de ter uma frota superior a um milhão de TEU para ter escala suficiente para responder à concorrência dos maiores operadores”.

Nesta procura por escala, a HMM está a tentar ficar com os melhores activos da Hanjin. Sofreu, no entanto, um revés na semana passada, quando perdeu a “corrida”, justamente para as já referidas Maersk e MSC, a nove neopanamaxes da Hanjin que estavam nas mãos do banco alemão HSH Nordbank.

Os apoios à HMM inscrevem-se num plano do governo de Seul, que inclui a criação de um armador público – que comprará navios e os fretará aos operadores nacionais – e a compra de terminais da Hanjin, entre outras medidas.

 

 

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