O transporte marítimo está disponível e interessado em ajudar ao esforço de redução das emissões mundiais de CO2, na justa medida do seu peso específico de 2,2% dessas emissões, garante a Câmara Internacional de Shipping (ICS), a propósito da Conferência do Clima, que decorre em Paris.

Navios poluentes

A organização cita dados da Organização Marítima Internacional (IMO) para salientar que o transporte marítimo já baixou as emissões de CO2 em mais de 10% desde 2007. E que a sua responsabilidade directa no total das emissões mundiais de Co2 caiu de 2,8%, em 2007, para 2,2%, em 2012.

“As regulamentações obrigatórias já adoptadas pela IMO irão assegurar que todos os navios construídos após 2025 serão pelo menos 30% mais eficientes do que os que operam no presente. Em combinação com mais medidas técnicas e operacionais, além de novas tecnologias, o transporte marítimo internacional deverá conseguir reduzir o CO2 por tonelada/quilómetro em 50% até 2050”, referiu, citado pela assessoria de imprensa, o secretário-geral da ICS, Peter Hinchliffe.

Apesar do crescimento previsto do tráfego marítimo, do qual a prosperidade mundial depende, as significativas reduções de CO2 conseguidas nos últimos anos indicam que o transporte marítimo está no bom caminho para um crescimento neutro no plano das emissões de dióxido de carbono”, concluiu Hinchliffe.

Representada na Conferência do Clima (COP21), que decorre em Paris até ao próximo dia 11, a ICS garante “apoiar plenamente um acordo global sobre as mudanças climáticas” e recorda, em comunicado, que a indústria de transporte marítimo está comprometida com ambiciosas metas de reduções de CO2 da frota mundial de navios e que isso será mais exequível se a regulação continuar a ser liderada pela IMO, das Nações Unidas.

A ICS salienta ainda que o transporte marítimo é responsável por 90% do comércio mundial e que “já é, de longe, o modo de transporte comercial mais eficiente”.

A organização refere, por isso, que o transporte marítimo internacional aceita a sua quota-parte de responsabilidade na redução das emissões, “na proporção dos 2,2% de total mundial das emissões de CO2” que tem.

 

 

 

 

 

 

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