A Câmara Internacional de Shipping (ICS) e a Associação Internacional de Portos (IAPH) pediram ao G20 que apoie o transporte marítimo e as cadeias de abastecimento global contra o impacto de Covid-19.

 

Numa carta aberta conjunta aos líderes do G20, a ICS e a IAPH salientam a importância de assegurar que as cadeias de abastecimento se mantenham abertas e que o transporte de mercadorias continue. “A liderança do G20 na solicitação de uma abordagem coordenada pelos governos, trabalhando em conjunto com a IMO, a OMS e outras agências relevantes da ONU, é, portanto, da maior importância”, sublinha.

“A navegação é a força vital do mundo. Sem o transporte eficiente e seguro de alimentos, suprimentos médicos, matérias-primas e combustível, os países podem enfrentar uma situação ainda mais difícil do que a que já estamos a enfrentar”, refere o secretário-geral da ICS, Guy Platten.

“Precisamos que as nações, lideradas pelo G20, trabalhem em conjunto para fixar restrições coordenadas, e não decididas em cima do joelho, para nos proteger a todos da Covid-19. Precisamos de orientações pragmáticas, baseadas na ciência e harmonizadas para o sector marítimo global, que garantam a entrega segura das mercadorias nas quais todos confiaremos nos próximos meses”, acrescenta.

O director-geral da IAPH, Patrick Verhoeven, salientou a importância dos portos se manterem operacionais. “Embora o objectivo principal de proteger a saúde pública não deva ser comprometido de forma alguma, os portos devem permanecer totalmente operacionais com todos os seus serviços regulares, garantindo a funcionalidade completa das cadeias de abastecimento. Os governos devem apoiar o transporte marítimo, os portos e os operadores de transporte a fazer todo o possível para permitir o transporte de mercadorias dentro e fora dos portos, para que alimentos, medicamentos e outros abastecimentos essenciais continuem a chegar às pessoas em todo o mundo”, realçou.

Na semana passada, a ICS e o Fórum Internacional dos Transportes (ITF) da OCDE enviaram uma carta aberta a quatro organismos da ONU a sublinhar que é essencial que os governos permitam que o comércio marítimo se mantenha na actual pandemia de Covid-19.

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