O transporte marítimo será responsável por 17% das emissões mundiais de CO2 em 2050 se não passar a ser regulado, segundo um estudo das ONG Seas at Risk, Transport & Environment e Marine Conservation Society divulgado anteontem.
Navios poluentes

“Qualquer acordo na Conferência do Clima de Paris [COP 21] deverá, por isso, enviar um claro sinal à Organização Marítima Internacional [IMO, em inglês] de que são necessárias metas de redução de CO2 e medidas para o transporte marítimo para ajudar a manter o aquecimento global abaixo de níveis perigosos”, refere o comunicado conjunto.

A nota entregue pelas três ONG aos conferencistas na Assembleia de 2015 da IMO, que decorre em Londres, defende que as emissões para o transporte marítimo, bem como para a aviação, “são a verdade incómoda que ninguém quer discutir” na COP 21, que se realiza de 30 de Novembro a 11 de Dezembro.

Um estudo recente do Parlamento Europeu concluiu que, sem regulação, os transportes marítimo e aéreo serão responsáveis por 40% de todas as emissões em 2050. Esta análise, que se baseou em dados da IMO, concluiu que as emissões de gases de estufa do transporte marítimo aumentaram 70% desde 1990 e poderão crescer mais 250% até 2050.

No presente, o transporte marítimo é responsável por 3% das emissões globais de CO2. Este valor é maior do que o total de países como o Canadá, Brasil, Indonésia, México, França ou Reino Unidos.

A ICS – Câmara Internacional de Shipping salienta, porém, que o sector tem feito o trabalho de casa e que já reduziu as emissões de CO2 em mais de 10%, entre 2007 e 2012.

 

 

 

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