O transporte marítimo vai manter a política de redução de emissões de CO2 independentemente de ficar de fora da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC, em inglês) que sairá da COP21, garante a ICS.

Navios - Poluição

A ICS (sigla inglesa para Câmara Internacional da Marinha Mercante) defende que seria melhor o shipping estar abrangido pelo documento final da conferência da ONU sobre o clima, que amanhã termina em Paris, já que isso representaria uma motivação adicional para as companhias reduzirem as emissões de CO2 por tonelada-quilómetro em 50% até 2050.

Contudo, salienta, o trabalho visando a redução das emissões continará a ser feito,em parceria com os governos, no âmbito da Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês).

Já em 2016, segundo a ICS, continuarão os trabalhos da IMO para a adopção de um sistema global de comunicação de CO2 para navios. Esta tecnologia será, refere a organização, o primeiro passo de um processo que poderá levar a acções adicionais, tais como medidas baseadas no mercado.

“A mensagem de Paris é clara”, referiu, citado em comunicado de imprensa, o secretário-geral da ICS, Peter Hinchliffe. “Governos e sociedade esperam que o transporte marítimo internacional tenha plena participação na redução de CO2 e nós aceitamos a nossa responsabilidade. Já temos uma meta de redução de CO2 ambiciosa com o que é actualmente possível. Assim que as associações nacionais de armadores nossos membros percebam as implicações do documento final da UNFCCC, a ICS será pró-activa na sugestão de ideias para debate no seio da IMO no próximo ano”, conclui Hinchliffe.

 

 

 

 

 

 

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