Em Espanha, em 2013, os serviços de shortsea alternativos à rodovia apenas captaram 9,5% das toneladas transportadas por estrada, conclui a agência de promoção do shortsea do país vizinho (SPC Spain).

Grimaldi

O resultado apurado para 2013 é pior que o verificado em 2012 (quando a taxa de penetração do TMCD chegou aos 10,6%), resultado da combinação do aumento da procura da rodovia e do recuo da procura dos serviços de transporte marítimo alternativos.

Nesta análise, o observatório estatístico do SPC Spain não considera os tráfegos com Portugal (por razões óbvias) mas apenas os fluxos com países além-Pirinéus. Onde o shortsea consegue a maior quota de mercado e nas relações com Itália (43,4%), seguindo-se, a grande distância, o Reino Unido, com 21,7%. E todavia o Reino Unido é uma ilha! A Bélgica é o terceiro parceiro, com uma quota de mercado do shortsea de 13,8%.

Nas relações com os demais países, a regra é uma quota de mercado do shortsea abaixo do 1%.

Num comentário aos resultados globais do Observatório, Manuel Carlier, presidente do SPC Spain, sublinhou a necessidade de fomentar a procura do shortsea, mediante a criação de um mecanismo como o ecobono e a simplificação e embaratecimento das operações portuárias.

» Observatório Estatístico do TMCD – 2009/2014

 

 

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