Volvidos 14 anos sobre a sua criação, a APTMCD renova-se como ShortSea Portugal, mais aberta à co-modalidade e à participação de todos. Isabel Ramos, a nova directora executiva, explica ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS as principais mudanças nos estatutos.

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Sopram ventos de modernidade para os lados da APTMCD. Os novos estatutos, aprovados em assembleia geral extraordinária no passado dia 28 de Julho, alargam o objecto da agência, promovem a entrada de novos associados e propõem uma maior intervenção do Conselho Consultivo.

Por outras palavras, a APTMCD – que agora se assume ShortSea Portugal – tenta reganhar fôlego, depois de anos sustentada / concentrada numa mão cheia de administrações portuárias e menos ainda associações empresariais.

T&N – Porquê o alargamento do objecto da agência, para integrar a cabotagem, o transporte fluvial e a promoção da inter/co-modalidade?

Isabel Ramos – Houve bastantes alterações em matéria de política de transportes no contexto da UE desde a criação da agência, em 2001.

A estratégia para uma rede integrada de transportes – RTE-T e as próximas orientações da UE neste âmbito, justificam que o SSS, cada vez mais, assuma o seu papel em complementaridade com os outros modos de transporte.

A integração do fluvial e da cabotagem dão resposta à definição oficial europeia: “Short Sea Shipping means the movement of cargo and passengers by sea between ports situated in geographical Europe or between those ports and ports situated in non European countries having a coastline on the enclosed seas bordering Europe. Short sea shipping includes domestic and international maritime transport, including feeder services, along the coast and to and from the islands, rivers and lakes. The concept of short sea shipping also extends to maritime transport between the Member States of the Union and Norway and Iceland and other States on the Baltic Sea, the Black Sea and the Mediterranean.”.

Este alargamento pretende também ser um fator de atratividade para captação e diversificação dos associados.

T&N – Porquê o alargamento do perfil dos associados?

Isabel Ramos – Para abarcar todos os players da cadeia logística. O que hoje faz sentido é o enfoque no transporte porta a porta.

T&N – Quem quiser tornar-se membro da ShortSea Portugal, o que deve fazer? Quais são os custos associados?

Isabel Ramos – A mudança de estatutos era necessária para o próximo passo: definir condições de adesão/novas parcerias protocolos e jóias.

T&N – Já há contactos com potenciais novos associados?

Isabel Ramos – Já iniciámos contactos com armadores ligados à cabotagem nacional, com operadores logísticos, rodoviários e armadores estratégicos no âmbito do serviços feeder e de SSS.

T&N – Não há aqui também uma necessidade de reforçar o orçamento?

Isabel Ramos – Sim claro, mas também de reforçar o número de associados tendo em vista a maior participação em novos projectos/iniciativas nacionais e europeias.

T&N – Que é “isso” do associado observador?

Isabel Ramos – A ideia é dar oportunidade a entidades – colectivas ou individuais – que não tenham ligação directa ao objeto da ShortSea Portugal de participar nas iniciativas da Agência.

T&N – Quanto ao Conselho Consultivo: quando é que será criado?

Isabel Ramos – A Direcção está a convidar alguns elementos.

T&N – Que tipo de membros pretendem? O que é que esperam desse Conselho?

Isabel Ramos – Individualidades que em muito contribuem para a promoção  da intermodalidade. Pretende-se que contribuam activamente para os projetos da Agência.

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