O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) vai pedir a impugnação do despedimento colectivo de 83 trabalhadores da Portway.

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Em declarações à “Lusa”, o coordenador do Sitava, Fernando Henriques, adiantou que o sindicato vai avançar com o pedido de impugnação, referindo que “todo o processo foi mal construído desde o início”.

Fonte oficial da Portway escusou-se a comentar a decisão do sindicato, por desconhecer os seus fundamentos.

A Portway anunciou o despedimento de 83 trabalhadores inicialmente abrangidos pelo despedimento colectivo que não aceitaram as medidas alternativas que lhes foram propostas para manter os postos de trabalho.

A Portway apresentou aos trabalhadores abrangidos quatro medidas alternativas – entre elas o congelamento salarial durante dois anos e a aceitação de um período normal de trabalho salarial de 38 horas – que foram aceites por 161 trabalhadores e que assim ficaram de fora deste processo, segundo relata a carta enviada aos trabalhadores.

Isto depois da empresa de handling ter fechado, em 29 de Junho, um Acordo de Empresa, com três sindicatos do sector – Sindicato Democrático dos Trabalhadores dos Aeroportos e Aviação, Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil e Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos -, cujos associados ficaram automaticamente excluídos do despedimento colectivo.

De fora, ficaram o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava) e o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagem, Transitários e Pesca.

Os trabalhadores não sindicalizados ou que integram os dois sindicatos que ficaram de fora daquele acordo tinham que subscrever individualmente as quatro medidas alternativas para evitarem o despedimento.

A cessação do contrato com os 83 trabalhadores agora abrangidos pelo despedimento colectivo acontecerá a 21 de Novembro, refere a empresa.

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