Os oito sindicatos que constituem a Frente Comum Sindical Marítimo-Portuária reafirmaram hoje, em comunicado, a intenção de defenderem, na globalidade, os interesses dos trabalhadores do sector e repudiaram as alegadas tentativas de dividir a organização.

No texto, os signatários insistem em verem “debatidos e discutidos de forma global e séria problemas dos portos. Sejam estes de cariz portuário ou marítimo”.

Ao mesmo tempo, criticam o que chamam de “implementação em Portugal de “portos de conveniência””, com recurso à “exploração de trabalhadores sem direitos e desqualificados”.

Ao invés, defendem “a importância estratégica da fileira marítima e portuária”, incluindo aí a “marinha mercante de bandeira”, “portos bem equipados”, “construção naval nacional” e “exploração pesqueira”.

Em jeito de resposta aos acordos anunciados entre peradores e sindicatos, com ou sem a chancela do Governo, e às posições públicas de várias associações empresariais a propósito das greves nos portos, a Frente Comum Sindical garante que “as estratégias de quem não quer, nem dialogar nem concertar, as tentativas de chantagem feitas de diversas formas e ainda os boatos postos a circular, tendentes a desmembrar ou a enfraquecer esta Frente, apenas a tornam mais forte e coesa”.

O comunicado é assinado por representantes dos oito sindicatos, entre os quais o Sindicato XXI, que há dias chegou a acordo com a PSA Sines para por termo às paralisações no Terminal XXI.

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