A ministra do Mar reafirmou hoje a intenção do Governo de tornar o porto de Sines numa das mais importantes portas de entrada de gás natural liquefeito (GNL) na Europa, aproveitando a localização geo-estratégica de Portugal.

Porto de Sines - GNL

“Sines representa o nosso maior hub portuário e por isso será o porto que terá maior capacidade não só para armazenamento onshore como para offshore e a partir daí fazer não só reexportação como abastecimento de navios”, afirmou Ana Paula Vitorino.

A ministra, que falava aos jornalistas à margem de uma cimeira mundial de Gás Natural Liquefeito, que decorre em Lisboa até sexta-feira, sublinhou o facto de Portugal se encontrar no cruzamento das rotas comerciais deste combustível.

Ana Paula Vitorino referiu que além do objectivo de reexportar GNL, o Governo pretende também “potenciar a utilização de gás natural liquefeito a nível interno, nomeadamente nos navios de mercadoria e de cruzeiros, para contribuir para a descarbonização”.

Acordo com os EUA

Portugal e os Estados Unidos assinaram ontem uma declaração com o objectivo de promover o gás natural liquefeito (GNL) marítimo.

De acordo com uma nota do Ministério do Mar, Ana Paula Vitorino reuniu, à margem da conferência de Lisboa, com uma delegação do Departamento de Estado norte-americano que integrava, entre outros, o subsecretário de Estado adjunto de Energia e Recursos Naturais e o embaixador dos EUA em Lisboa.

No final, os dois países emitiram uma declaração conjunta que “sublinha a importância estratégica do Porto de Sines como hub de GNL atlântico e da relação de Portugal-EUA na promoção do GNL marítimo como factor de reforço da diversificação da segurança energética
europeia”.

Em 2016, o Porto de Sines recebeu a primeira carga de GNL para a Europa e, desde então, tem sido o principal destino europeu para o gás natural liquefeito dos EUA.

“As exportações de GNL dos EUA contribuem para a criação de empregos no sector energético, para diminuir os preços, ajudam a reforçar a segurança energética europeia e reduzem as emissões do sector”, acrescentou o Ministério do Mar.

 

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  1. Para isso ser possível tem que o prazo da respectiva
    concessão ser renegociado e alargado bem como o calado do terminal ser dragado para poder receber os maiores barcos do mundo este negócio como o dos contentores necessita de economias de escala