Favorecer a integração dos modos marítimo e ferroviário e, assim, potenciar os negócios e alargar as áreas de influência do porto de Sines e da CP Carga são os objectivos do protocolo de cooperação assinados entre a administração portuária e a operadora pública.

“No imediato, [a APS e a CP Carga] responsabilizam-se por desenvolver os trabalhos que irão garantir a interoperabilidade informacional dos horários e das composições na Janela Única Portuária”, referiu a presidente do Porto de Sines ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

Também para avançar rapidamente é “a permuta de informação com as plataformas de origem e destino, introduzindo um regime paper less na relação mar-terra-mar”, acrescentou Lídia Sequeira.

“Igualmente no imediato, [a APS e a CP Carga] comprometem-se a desenvolver uma análise conjunta sobre a adequação da rede ferroviária actual às previsões da procura”, afirmou a presidente da administração portuária.

O porto de Sines é a maior plataforma ferroviária nacional. A CP Carga realiza em média mais de 20 comboios diários a partir do porto e da Zona Industrial e Logística adjacente, transportando em média mais de 10 mil toneladas/dia.

No primeiro semestre do ano a operadora pública realizou 1 329 comboios em Sines, mais 12% que no mesmo período de 2010.

A CP Carga reclama uma quota de praticamente 100% no transporte ferroviário de/para os portos nacionais, que por sua vez representam cerca de 50% da sua actividade.

Sines em particular “é responsável por 25% de todo o tráfego ferroviário da CP Carga” que garante “cerca de 90% do transporte terrestre de e para o porto de Sines”, destacou Lídia Sequeira.

“Face aos fortes investimentos em Sines, nomeadamente nas unidades fabris e logísticas da ZILS e no Terminal de Contentores de Sines (TXXI), o transporte ferroviário de mercadorias apresenta um forte potencial de crescimento em novos tráfegos. (…) o desenvolvimento de serviços marítimos directos aos principais mercados internacionais, através de navios de última geração com fortes economias de escala, associado ao potencial de crescimento no hinterland em todo o corredor até Madrid, abrem novas oportunidades de negócio nas cadeias logísticas marítimo-ferroviárias”, é dito no comunicado emitido a propósito do protocolo.

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