O movimento de contentores nos portos do Continente recuou 11,7% em Junho, em termos homólogos, segundo os dados hoje divulgados pela AMT. Sines e Lisboa lideraram as quedas.

Sines - Terminal XXI

Em Sines, de longe o maior porto de contentores com o seu Terminal XXI, as perdas atingiram os 12,7%, tendo sido movimentados 123 171 TEU. Interrompeu-se, assim, um longo ciclo de rápido crescimento. Mas ainda assim o porto alentejano garantiu 55,9% do total nacional. Sendo que, como salienta a AMT, os movimentos de transhipment representam 78% daquele volume.

Em Lisboa, o fim da greve dos estivadores ainda não chegou para inverter a quebra de movimentos. Em Junho, o resultado voltou a ser negativo, com uma perda h0móloga de 36,1% e apenas 27 475 TEU processados.

Entre os outros portos, destaca-se pela positiva Setúbal com um “disparo” de 58,6% para 14 566 TEU. E a Figueira da Foz cresceu 36,6% e chegou aos 2 407 TEU. A outra escala, Leixões cedeu 3,2% e ficou-se nos 52 764 TEU.

Lisboa dita resultado negativo no semestre

Com o resultado global negativo de Junho e o “afundanço” de 38,3% sofrido por Lisboa desde o início do ano, o movimento de contentores nos portos do Continente no primeiro semestre caiu 1,8% em termos homólogos e quedou-se abaixo dos 1,3 milhões de TEU.

A “culpa” é de Lisboa, que somou apenas 152 785 TEU no período, mas também de Sines, por ter crescido “apenas” 2,4%, para 692 866 TEU.

Leixões acumulou um crescimento homólogo de 9,7% com 337 504 TEU processados. Setúbal somou 42,2% e chegou aos 83 041 TEU. E a Figueira da Foz avançou 4,8% até aos 10 855 TEU.

 

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