O movimento de contentores nos portos do Continente atingiu 1,6 milhões de TEU no primeiro semestre. Sines é cada vez mais líder à custa do transhipment, Lisboa é o porto que mais cresce e aproxima-se de Leixões.

Sotagus - Porto de Lisboa

O recorde nacional do primeiro semestre representa um ganho homólogo de 23% face à primeira metade de 2016, de acordo com os dados divulgados pela AMT. E deve-se sobretudo aos movimentos de transhipment, que terão crescido 41% em termos homólogos e representarão já 41% do total nacional.

(A AMT nota a propósito que os movimentos de transhipment também influenciam, e muito, o resultado global da movimentação de cargas, até porque em regra tais movimentos corresponderão a contentores cheios – o que nem sempre se verifica nos movimentos de import-export).

Sines é, cada vez mais, de um “campeonato” à parte neste mercado. Movimentou 926 215 TEU no primeiro semestre e cresceu 33,7%. Os números do porto alentejano (onde se concentra o transhipment, com um peso específico de 82,7%) têm, assim, cada vez mais, de ser olhados à escala ibérica, onde Sines reforçou o seu quarto lugar, atrás de Valência, Algeciras e Barcelona, sendo que só o porto da cidade condal cresceu neste período (e logo 27%!), com os demais afectados pelas greves dos estivadores.

A crescer e muito continua Lisboa, a recuperar o terreno perdido nos últimos anos. No primeiro semestre acumulou um ganho de 58% e chegou aos 241 142 TEU. Um valor que não é um recorde, mas que coloca o porto da capital cada vez mais perto do rival Leixões.

A Norte, o movimento de contentores cedeu 8,2% e ficou-se pelos 309 759 TEU.

Setúbal e Figueira da Foz também fecharam o semestre em queda, com 82 563 TEU (menos 0,6%) e 10 581 TEU (menos 2,5%) movimentados, respectivamente.

Em Junho, os portos do Continente contaram 236 709 TEU (mais 7,5%), com Lisboa a ganhar 54% (e a ficar apenas a cerca de 6 000 TEU de Leixões) e Sines a subir 8,5%. Todos os demais ficaram no vermelho.

 

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