Com o alargamento do canal do Panamá, o porto de Sines deverá receber “cerca de 200 navios a mais por ano”, prevê o presidente daquela administração portuária, entre mega porta-contentores e navios feeder.

MSC Zoe

“Sines aqui é central, porque é um ponto de distribuição, é um grande hub internacional,e isto vai significar um incremento obviamente [da movimentação] no porto de Sines”, afirmou João Franco, citado pela “Lusa”.

O porto de Sines recebe pela primeira vez, no próximo dia 26, um navio de 9 400 TEU, integrado numa nova rota da MSC que aproveita o alargamento do canal do Panamá, fundindo duas linhas de transporte marítimo que o armador já disponibilizava.

O canal do Panamá, que antes podia ser navegado por navios com capacidade até 4 500 TEU, passou a ter capacidade para navios “até 12 500 a 13 000 TEU”, destacou o presidente do concelho de administração do Porto de Sines.

“Isto vai permitir o comércio com maior competitividade, com mais baixo custo unitário de transporte”, lembrou, considerando que isso “aumenta substancialmente a competitividade dos portos daquela região” e contribui ainda para um “incremento do comércio marítimo internacional da costa Oeste das Américas para os destinos do Atlântico e também o inverso”.

Este impacto, esperado por João Franco também em Sines, deverá “ter reflexos em 2016 ainda”, mas a “reformulação das rotas, atendendo à nova capacidade do canal do Panamá, vai sentir-se mais significativamente em 2017”.

Sines movimenta cerca de metade das cargas que passam pelos portos portugueses e dois terços dos contentores, em boa medida devido às operações de transhipment.

Na primeira metade deste ano, o porto alentejano recebeu 1 224 navios (mais 18% em termos homólogos).

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