Os portos do Continente movimentaram no ano passado 93,9 milhões de toneladas. Um recorde absoluto e um crescimento homólogo de 5,1% conseguido exclusivamente à conta de Sines… e da Figueira da Foz.

PortodeSines-TGL

Só por Sines passaram 51,2 milhões de toneladas (+16,4%), o que garantiu ao porto alentejano uma quota de mercado de 54,5% (+5,3 p.p. face ao final de 2015). De resto, Sines detém a maior quota de mercado em todas as tipologias de carga: 51,3% na carga geral, 31,9% nos granéis sólidos e 70,2% nos granéis líquidos, sublinha a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) no seu relatório.

Se Sines ganhou 7,2 milhões de toneladas face a 2015 e a Figueira da Foz cresceu 74 mil (+3,7%, para 2,1 milhões de toneladas), os demais portos perderam, juntos, 2,7 milhões de toneladas.

Lisboa (apesar da recuperação desde Maio, em especial na carga contentorizada) viu fugirem-lhe 1,4 milhões de toneladas (11,9%) e ficou-se nos 10,2 milhões; Setúbal perdeu 509,6 mil toneladas (6,8% para 6,9 milhões de toneladas), Leixões 475,8 mil (-2,5% para 18,3 milhões de toneladas). Aveiro fez 4,5 milhões de toneladas (-2,5%), Viana do Castelo 391 mil (-9,6%) e Faro 158 mil toneladas (-60%).

Carga geral liderou movimentos

Puxada pela carga contentorizada (subiu 14% para 32,9 milhões de toneladas), a carga geral liderou os movimentos nos portos nacionais com um total de 40,4 milhões de toneladas (mais 7,6%). A carga ro-ro também contribuiu para os ganhos, a subir 15,7% até aos 1,2 milhões de toneladas. Em sentido contrário, a carga fraccionada recuou 17,6% para 6,3 milhões de toneladas.

Nos granéis líquidos foi o petróleo bruto a garantir o crescimento, com um avanço de 22,2% para 16,9 milhões de toneladas. A AMT  lembra a propósito os 1,7 milhões de toneladas desviados de Leixões para Sines por causa da manutenção da monobóia oceânica. No total, os granéis líquidos cresceram 7,3% e chegaram aos 35,1 milhões de toneladas.

A impedir maiores ganhos, os granéis sólidos cederam 3,6% e ficaram-se nos 18,4 milhões de toneladas, penalizados sobretudo pela quebra de 4,3% na movimentação de carvão.

 

 

 

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