Os portos nacionais perderam 5,7 milhões de toneladas entre Janeiro e Outubro. Só Sines perdeu 5,2 milhões, destaca a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Em Outubro, o movimento de mercadorias nos portos do Continente regressou aos ganhos, em termos homólogos (+1,7%), mas não foi o bastante para limpar o passivo acumulado. Até porque Sines, o maior de todos, permaneceu no vermelho, com um recuo de 9,6%.

Entre Janeiro e Outubro, os portos do Continente processaram 72,9 milhões de toneladas, menos 6,4% (os tais 5,7 milhões de toneladas) que no mesmo tempo de 2019, assinala a AMT. No final de Outubro, apenas Viana do Castelo, Leixões e Aveiro pisavam terreno positivo (+21,9%, +3,5% e +1%), com destaque para Leixões e Aveiro, em máximos para o período em causa (16,5 e 4,6 milhões de toneladas, respectivamente).

Lisboa recuou 1,9% (para 11,2 milhões de toneladas), o mesmo fez Setúbal (para seis milhões de toneladas) e a Figueira da Foz  perdeu 7,3% (para 1,9 milhões de toneladas).

Sines, o maior porto nacional, maior que todos os outros juntos, para o bem e para o mal, foi “responsável”, nas palavras da AMT por 92% das perdas nacionais, ao recuar 13% para cerca dos 42,7 milhões de toneladas. Explicações para o sucessivo, refere a AMT: as perturbações laborais no Terminal XXI e as paragens programadas da central a carvão e da refinaria locais.

Em termos globais, nos dez primeiros meses do ano os portos do Continente movimentaram 31,6 milhões toneladas de carga geral (-7,5%), sendo 25,5 milhões de toneladas (-12,5%) de carga contentorizada, 4,49 milhões (+1,4%) de carga geral fraccionada, e 1,6 milhões (+16,9%) de carga ro-ro.

Nos granéis líquidos movimentaram-se 26,96 milhões de toneladas (+1%) e nos granéis sólidos 14,3 milhões de toneladas (-11,6%).

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  1. É inaceitável que os comunistas do SEAL coloquem em risco 10 % do movimento do terminal XXI de Sines que é de mais de 50 milhões toneladas e assim também arriscar que a concessionária adie a expansão deste mesmo TXXI que poderá empregar outros mil postos trabalho a somar aos 1000 já existentes, deviam ser presos os da SEAL !!