O movimento de mercadorias no porto de Sines caiu cerca de 12% no ano passado, face aos 47,9 milhões de toneladas de 2018.

Criado para abastecer o país de produtos energéticos – petróleo e carvão – e, nos últimos anos, tendo crescido rapidamente à custa da movimentação de contentores, o porto de Sines foi, no ano passado, vítima da descarbonização da economia e de realinhamentos no tráfego internacional de contentores, justificou o presidente da administração portuária, num encontro com jornalistas.

Os números são ainda provisórios, mas a movimentação de petróleo bruto terá caído 16%, a de carvão afundado 39% e os contentores recuado 19%.

Contra isto, a movimentação de gás natural cresceu perto de 45% e superou os quatro milhões de toneladas. Um resultado muito forte, mas que não chegou para equilibrar os pratos da balança do exercício.

Para 2020 as perspectivas são mais optimistas. A descarbonização da economia deverá continuar a ter os seus efeitos (mesmo se já não se repetirão as paragens programadas da refinaria e da central a carvão de Sines), pelo que os produtos energéticos deverão voltar a quebrar. Mas para o Terminal XXI José Luís Cacho antecipa um crescimento de dois dígitos na produção, à medida que a PSA Sines procede à ampliação até aos 4,1 milhões de TEU/ano de capacidade. E a movimentação de gás natural deverá continuar em alta.

No encontro com os jornalistas, o presidente do porto de Sines deu conta da preocupação e do trabalho que está a ser desenvolvido para atrair negócios e tráfegos alternativos, para garantir o continuado crescimento da actividade num cenário de perda dos produtos energéticos tradicionais.

Em Sines, o ano findo ficou marcado pela conclusão da renegociação da concessão do Terminal XXI e pelo lançamento do concurso internacional para a criação do Terminal Vasco da Gama.

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