Em Fevereiro, o terminal de contentores de Sines já terá fundos de -17 metros, anunciou Lídia Sequeira, no Fórum Internacional de Transitários, promovido pela Apat.

Actualmente o Terminal XXI dispõe de fundos naturais de -16 metros, que são, à partida, suficientes para a escala dos “mega-carriers” de última geração, capazes de transportar 14 mil TEU, e que calam 15 metros.

O aumento dos fundos para os -17 metros criará uma margem de segurança para as escalas de navios mais “pesados”, como foi o caso de um “mother-ship” da MSC que chegou há dias a Sines com um calado de 15,9 metros.

Na sua intervenção no Fórum Internacional da Apat, Lídia Sequeira insistiu nas potencialidades da localização estratégica do porto de Sines na confluência das principais rotas mundiais de transporte marítimo de contentores. Potencialidades que tenderão a aumentar a partir de 2014, com a conclusão do alargamento do canal do Panamá, reafirmou.

Lídia Sequeira surpreendeu a plateia com a apresentação de um mapa representativo da área de influência do porto de Sines na Península Ibérica. Uma influência que se estende já por toda a fachada atlântica (de Norte a Sul), mercê das ligações de navios “feeder” entre vários portos espanhóis e o “hub” alentejano.

Com isso, a presidente da APS tratou de sublinhar a aposta em “virar do avesso” o mapa portuário ibérico, com Sines a assumir também o papel de “hub” peninsular.

Uma aposta que tem também por si as condições naturais do porto e área adjacente. Sines dispõe da maior área industrial e logística da Europa (assim haja empresas interessadas em nela investirem) e o porto tem ainda uma enorme capacidade de expansão. Nomeadamente na área dos contentores, onde há ainda espaço para mais um, ou mesmo dois terminais, como o evidenciou um outro mapa apresentado por Lídia Sequeira.

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