Crescer 5% em 2018 não chegou para Sines se manter no “top 15” europeu da movimentação de contentores. Roterdão reforçou a liderança do ranking.

No ano passado, o porto de Sines movimentou 1,75 milhões de TEU e até cresceu, em termos homólogos, mais do que a média dos portos que integram o “top 15” elaborado por Theo Noteboom (PortEconomics): 5% contra 4,8%.

Mas isso não se revelou suficiente para “travar” a ascensão de Gdansk, que ultrapassou os 1,9 milhões de TEU processados, fruto de um crescimento de 23,3%, em 2018, depois de em 2017 ter galgado 21,6%.

Sines entrou para o “top 15” em 2016, superando Zeebrugge. Agora foi suplantado por Gdansk, que se tornou, assim, o primeiro porto do Báltico a figurar neste ranking.

Roterdão e Antuérpia

Juntos, os 15 maiores portos europeus de contentores movimentaram 77,3 milhões de TEU, mais 4,8% que em 20017.

Os três primeiros – Roterdão, Antuérpia e Hamburgo – contaram 34,3 milhões, mais 4,1% em termos homólogos. Mas enquanto Roterdão avançou 5,7% e Antuérpia 6,2%, Hamburgo perdeu 1%.

Falando de quedas, Theo Noteboom destaca o caso de Gioia Tauro, que em 2007, antes da crise, era quinto no ranking e no final de 2018 era 13.º, tendo perdido mais 6% em termos homólogos.

No lado dos crescimentos, para além de Gdansk, já mencionado, destacam-se os casos do Pireu, com uma subida homóloga de 20,9%, e Barcelona, com um ganho de 15,3%.

Mediterrâneo ao assalto do 4.º lugar

O quarto lugar do ranking é ainda de Bremerhaven, apesar de ter cedido 1,3% em 2018.

Mas sublinhe-se o ainda, porque Valência, Pireu e Algeciras estão cada vez mais próximos. De tal modo que Theo Noteboom dá como provável que um porto mediterrânico ascenda ao quarto lugar já este ano, o mais tardar em 2020.

Na sua análise, o autor chama ainda a atenção para o crescimento de Tanger Med, que em 2018 já movimentou 3,47 milhões de TEU. Com o arranque da fase de expansão, reforçará a sua condição de sério concorrente aos hubs de Algeciras, Valência e Sines, assinala Noteboom.

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This article has 2 comments

  1. Mais 1 vez, infelizmente, por culpa única exclusiva da ministra do mar que não só parou as concessões dos terminais portuários, contentores, etc, como também parou investimento no programa PROMAR, eu diria que pior desempenho da ANA PAULA VITORINO impossível

  2. Infelizmente em apenas 2 anos o sonho de ultrapassar o porto de Barcelona não passou disso mesmo : SONHO