Nos primeiros seis meses do ano, os portos do Continente movimentaram 44,98 milhões de toneladas, mais 0,9% que no período homólogo de 2015, anunciou a AMT. Com todos os demais no vermelho, valeu o porto de Sines, a crescer 10,5%.

PortodeSines-TGL

O resultado acumulado no primeiro semestre constitui um novo recorde para o período mas não disfarça a perda de força da actividade à medida que o ano avança. Só Sines resiste, com um movimento total de 24,1 milhões de toneladas. Leixões recua 3,5% para 8,8 milhões de toneladas, Lisboa afunda 18,6% para 4,6 milhões de toneladas, Setúbal cede 2,3% para 3,96 milhões de toneladas, Aveiro cai 13,7% até aos 2,1 milhões de toneladas.

Entre os portos mais pequenos, a Figueira da Foz cede 2,1% para cerca das 997 mil toneladas, Viana do Castelo recua 1,5% e fica nas 210 mil toneladas, e Faro tomba 24,3% com 152 mil toneladas movimentadas.

As razões para a quebra de Lisboa são sobejamente conhecidas. No caso de Leixões, a AMT lembra a paragem, para manutenção, desde Abril, da monobóia da Petrogal, que tem penalizado as descargas de petróleo bruto (por falta de capacidade do terminal petroleiro). E com isso tem beneficiado Sines. O porto alentejano ganha também com a carga geral, leia-se contentorizada e entenda-se essencialmente movimentos de transhipment (75% do total).

Contentores e petróleo bruto em alta

Com 19,1 milhões de toneladas, a carga geral representa 42,5% do total movimentado nos portos do Continente no primeiro semestre. Um crescimento homólogo global de 2,2%, feito do aumento de 7,7% na carga contentorizada (15,3 milhões de toneladas) e da subida de 19,4% da carga ro-ro (555 mil toneladas), que compensam a quebra de 19,3% na carga fraccionada (3,2 milhões de toneladas).

Os granéis líquidos pesam 36,9% no total do Continente, com 16,6 milhões de toneladas (mais 3% em termos homólogos). Vale o petróleo bruto (mais 24,3% e 8,1 milhões de toneladas), uma vez que os produtos petrolíferos perdem 12,6% para 7,5 milhões de toneladas. Os outros granéis líquidos representam um milhão de toneladas (menos 2%).

Os granéis sólidos caem 5,1% para 9,2 milhões de toneladas (20,6% do total do Continente), penalizados sobretudo pelas quebras na movimentação de carvão (menos 11% para 2,7 milhões de toneladas) e minérios (menos 21,4% para 502 mil toneladas).

 

 

 

 

 

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