Em Abril, o primeiro mês completo de crise da Covid-19, os portos nacionais recuaram apenas 5,3%, em termos homólogos, à conta de Sines, que cresceu 21,6%.

De acordo com o relatório mensal da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, (AMT), em Abril movimentaram-se 6,8 milhões de toneladas, com quase todos os portos nacionais a registarem quebras homólogas de dois dígitos. O resultado final só não foi significativamente pior porque Sines garantiu, só por si, 3,7 milhões de toneladas, com uma subida de 21,6%.

Para a forte recuperação de Sines foram decisivas as subidas na movimentação de petróleo bruto e de contentores, que compensaram largamente a ausência do carvão. No caso dos contentores, o crescimento superou os 40%, impulsionado pelo transhipment.

Nos outros portos, Leixões recuou 30% para 1,3 milhões de toneladas, Lisboa caiu 35% para 618 mil toneladas, Setúbal cedeu 11% para 520 mil toneladas e Aveiro perdeu 16% para as 415 mil toneladas. Entre os portos mais pequenos, a Figueira da Foz deslizou 1,2% para as 147 mil toneladas, e Viana do Castelo disparou 88% para as 51 mil toneladas.

Lisboa perde 25% das cargas

No balanço do primeiro quadrimestre, os portos do Continente movimentaram 28,6 milhões de toneladas, 4,1% abaixo do realizado há um ano. Na sua análise, a AMT destaca as perdas de 25% do porto de Lisboa (com um total de 2,7 milhões de toneladas), que atribui à instabilidade laboral, que tem penalizado sobretudo a movimentação de contentores.

Entre os principais portos, só Leixões ainda cresce, mas apenas 0,4%, na casa dos 6,6 milhões de toneladas. A Figueira da Foz avança 16% para 650 mil toneladas, e Viana do Castelo cresce 8% para as 148 mil toneladas.

Com 14,6 milhões de toneladas processadas, Sines retoma a maioria absoluta na movimentação de cargas portuárias e já só cede 1,4% face ao período homólogo do ano passado. A “culpa”, di-lo a AMT, é da quase paralisação das descargas de carvão (menos 1,3 milhões de toneladas, em termos acumulados), que as centrais térmicas já não consomem.

Por Setúbal passaram, nos primeiros quatro meses, 2,1 milhões de toneladas (menos 11%) e por Aveiro 1,8 milhões (menos 1,2%).

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  1. Muito positivo “o fim do carvão” e também a recuperação dos contentores em Sines já descia há muitos anos sempre perdendo a competitividade para os terminais dos portos espanhóis e Tanger Med em Marrocos !!