No ano passado, os portos do Continente movimentaram 86,9 milhões de toneladas, menos 5,7 milhões, ou 6,2%, que em 2018. Só Sines perdeu 6,1 milhões.

Sines perdeu 6,1 milhões de toneladas em 2019

Motor do crescimento portuário nacional nos últimos anos, Sines enfrentou em 2019 quase que uma tempestade perfeita e, com isso, ressentiram-se os números do todo nacional. As movimentações de contentores, de carvão e petróleo bruto, pilares da actividade no porto alentejano, sofreram quebras importantes, que os aumentos de outros agregados não lograram compensar. Só na carga contentorizada, que se destacou nos tempos mais recentes, perderam-se 4,9 milhões de toneladas.

Com Sines a cair 12,7%, em termos homólogos, para 41,8 milhões de toneladas, era impossível o resultado global de 2019 ser positivo. Mesmo se Leixões cresceu 1,8% para um novo recorde de 19,6 milhões de toneladas. E se Lisboa aguentou os 11,3 milhões de toneladas do ano transacto. E ainda que Setúbal tenha subido 3,1% para 6,3 milhões de toneladas.

O retrato fica completo dizendo-se que Aveiro, que durante a maior do ano esteve em níveis recordes, acabou a ceder 2,3% para 5 milhões de toneladas, que a Figueira da Foz recuou 3,8% para 1,9 milhões de toneladas; e que Viana do Castelo disparou 16,5% para as 380 mil toneladas. Faro fez 111,8 mil toneladas e Portimão 521.

Granéis líquidos e ro-ro em alta

Apesar da quebra na movimentação de petróleo bruto, os graneis líquidos fecharam o ano em terreno positivo, com um ganho homólogo de 3,1% e um total de 32,6  milhões de toneladas. Valeram os ganhos nos produtos petrolíferos e nos outros graneis líquidos.

A carga geral recuou 10%, para 37,4 milhões de toneladas, penalizada pela quebra de 12,8% (4,4 milhões de toneladas) na carga contentorizada. A carga fraccionada cedeu 0,2% para 5,3 milhões de toneladas e a carga ro-ro prosseguiu a escalada (+17,8%) e chegou aos 12,9 milhões de toneladas.

Os granéis sólidos terminaram o ano com 7,6 milhões de toneladas movimentadas, menos 7,8% que em 2018. Só o carvão afundou 37% para 3,2 milhões de toneladas.

Dezembro com quebra de 10%

Em Dezembro, o movimento de cargas nos portos do Continente quebrou 10,4% em termos homólogos, destacando as perdas de 22,4% na carga contentorizada e de 100% no carvão. Já o petróleo bruto cresceu 12,6%. No total, contaram-se 6,9 milhões de toneladas.

Sines liderou as perdas, com um recuo de 20,6%, e Setúbal os ganhos, com um aumento de 28,8%. Pelo meio, Leixões recuou 5,3%, Lisboa avançou 1,4%, Aveiro perdeu 2%, a Figueira ganhou 9,6% e Viana do Castelo cresceu 20,3%.

 

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