A Temasek Holdings, fundo soberano de Singapura, está a terminar um acordo para injectar 450 milhões de dólares na Pacific International Lines (PIL).

Sob intensa pressão financeira nos últimos dois anos, a PIL revelou no mês passado que a Heliconia Heloconia Capital Management, uma unidade da Temasek Holdings, planeava fazer um grande investimento na companhia. Aquela que é a 10.ª maior companhia de contentores do mundo, com uma capacidade de 350 mil TEU na sua frota cada vez menor, tem estado a a alienar activos para se manter à “tona”.

Os problemas da PIL são bem conhecidos. A apreensão de navios por dívidas, os atrasos nos pagamentos dos contratos de fretamento e de bunker fizeram as manchetes no últimos tempos. A companhia abandonou a rota trans-Pacífico em Março, depois de ter saído do Ásia-Europa em Abril do ano passado. Também vendeu a sua participação na Pacific Direct Line (PDL), que opera no Pacífico Sul, além de alienar muitos de seus maiores navios em Fevereiro e Março.

A Singamas, fabricante de contentores  também controlada pela família Teo, informou em Março que a PIL lhe deve 147,7 milhões de dólares, a maioria dívida vencida. A própria Singamas, que vendeu muitas das suas fábricas no ano passado, acaba de anunciar a venda de uma unidade em Tianjin que não estava a ser usada, por 18,6 milhões de dólares.

A Temasek, recorde-se, já foi em socorro da PIL, em 2018. Segundo revelou a Alphaliner no ano passado, a companhia recebeu empréstimos não declarados da SeaTown Holdings, ligada à Temasek Holdings.

 

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