Portugal foi dos países que mais progrediu nos últimos anos na redução do número de mortos nas estradas mas continua abaixo da média europeia e longe dos melhores resultados, de acordo com os dados estatísticos relativos a 2015 divulgados pela Comissão Europeia.

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As estatísticas de 2015 sobre a segurança rodoviária publicadas pela Comissão confirmam que as estradas europeias continuam a ser as mais seguras do mundo, defende Bruxelas. No ano passado, 26 000 pessoas perderam a vida nas estradas da UE, menos 5 500 do que em 2010. Outras 135 000 terão sofrido ferimentos graves.

O custo social (reabilitação, cuidados de saúde, danos materiais, etc.) das mortes e lesões corporais na estrada deverá ascender a, pelo menos, 100 mil milhões de euros, estima o Executivo comunitário, que apela por isso ao redobrar de esforços dos estados-membros. Até porque, sublinha, o ritmo de melhoria tem vindo a abrandar.

Portugal entre os que mais progride

Entre 2010 e 2015, o número de mortos nas estradas por milhão de habitantes na União Europeia passou de 63 para 51,5. O que representa uma melhoria de 17% no período. Porém, entre 2014 e 2015 verificou-se uma retrocesso ligeiro (foram 51 mortos em 2014).

No caso de Portugal, e de acordo com as estatísticas da Comissão Europeia, o número de mortos nas estradas por milhão de habitantes reduziu-se de 80, em 2010, para 60, em 2015, numa progressão de 3%. Em 2014 registaram-se 61 mortes/M habitantes.

A performance relativa de Portugal é,de resto, das melhores entre os Vinte e Oito. Melhor, entre 2010 e 2015, só conseguiram a Grécia (reduziu as mortes em 36% mas ainda sim ficou nos para 74 óbitos / M habitantes), a Dinamarca (menos 35% para 30) e Espanha (menos 32% para 36%).

Portugal está no bom caminho mas ainda longe dos melhores. O ranking dos países com maior segurança rodoviária é encabeçado pela Suécia, com 25 óbitos / M habitantes, seguida da Holanda (28), do Reino Unido (29) e da Dinamarca (30)

Na inversa, os países com maior sinistralidade são a Bulgária e a Romémia (ambos com 95 mortos /M habitantes), a Letónia (94) e a Croácia (82).

 

 

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