O primeiro concurso público para a instalação do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) será lançado no início de 2019, disse hoje o ministro do Planeamento e Infra-estruturas.

O Governo propõe-se investir, com recurso a fundos europeus, cerca de 90 milhões de euros na nova versão do projecto, baseada num sistema de autocarros eléctricos conhecido por “metrobus”, lembrou Pedro Marques.

Na sua opinião, “pelo menos 50%” das pessoas que utilizavam o Ramal da Lousã até Janeiro de 2010 (quando foi encerrado para obras que visavam um sistema de metro ligeiro sobre carris), “ficarão melhor servidas” com a nova opção, apresentada há 13 meses.

O processo do SMM arrasta-se há pelo menos 22 anos, desde a criação da Metro Mondego, uma sociedade liderada pelo Estado, em que também têm assento os municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, bem como a Infraestruturas de Portugal, que tomou o lugar da ex-REFER na composição accionista da empresa de capitais exclusivamente públicos.

Abandonada a solução de metro ligeiro para o Ramal da Lousã e a cidade de Coimbra, que estava prevista desde 1994, com a publicação do diploma inicial sobre o assunto no último Governo de Cavaco Silva, o Executivo de
António Costa decidiu avançar com um sistema de “metrobus”.

Trata-se de “uma solução que melhora muito a mobilidade” das pessoas naqueles concelhos, em particular na zona urbana de Coimbra, adiantou Pedro Marques, que intervinha na sessão de lançamento dos concursos para a requalificação do IP3.

Os comentários estão encerrados.