A francesa SNCF lidera dois consórcios que se propõem desenvolver comboios autónomos de mercadorias e de passageiros nos próximos anos.

SNCF quer comboios autónomos de mercadorias e passageiros

A aposta passa por operar comboios semi-autónomos de mercadorias até 2021 e composições totalmente automatizadas até 2023.

O projecto liderado pela SNCF efectiva-se em dois consórcios. Um é dedicado ao desenvolvimento de um comboio de mercadorias autónomo e integra a Alstom, a Altran, a Ansaldo e a Apsys. O outro consórcio visa o transporte de passageiros e reúne a Bombardier, a Bosch, a Spirops e a Thales.

No caso do transporte de mercadorias, note-se a participação no consórcio da Ansaldo, que está envolvida no desenvolvimento dos comboios autónomos da Rio Tinto na Austrália (em operação desde Julho passado).

Se tudo correr como previsto, em 2021 será possível a operação comercial de comboios de mercadorias comandados à distância.

O orçamento global para esta fase do projecto ascende a 57 milhões de euros. Deste valor, 30% será financiado pela SNCF, 30% pelo Estado francês e 40% pelos parceiros.

Os comboios autónomos permitirão, segundo o presidente da SNCF, Guillaume Pepy, “transportar mais pessoas e mercadorias, com melhor serviço, maior eficiência energética e ainda mais segurança”.

Guillaume Pepy sublinhou, na apresentação do projecto, que, com os comboios autónomos, todas as composições “circularão de maneira harmoniosa e a operação ferroviária ganhará fluidez”.

Com este projecto, a SNCF e o governo de Paris propõem-se “posicionar a França na vanguarda da inovação” no sector ferroviário.

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