A SNCF terminou o comboio que desde 1986 transportava frutas e legumes de Perpignan para a região de Paris. Cerca de 400 mil toneladas/ano regressam à estrada.

A aposta na transferência modal das cargas, da rodovia para a ferrovia, acaba de sofrer um revés em França com o anúncio da suspensão do serviço da SNCF entre Perpignan e o mercado abastecedor de Paris, em Rungis.

O serviço, iniciado em 1986, cobria diariamente a distância de cerca de 800 quilómetros, com saida de Perpginan às 16h30 e chegada a Rungis às 2.30,

A SNCF justifica a suspensão com a falta de rendibilidade, o material circulante obsoleto e o fim de vários contratos. Em entrevista, o presidente da companhia disse mesmo ser impensável investir 30 milhões de euros em vagões refrigerados sem uma perspectiva de retorno.

Do lado dos clientes, porém, critica-se a pouca fiabilidade do serviço, muito por culpa das greves na SNCF. E lembram que no transporte de perecíveis o “just in time” é inegociável.

Com o fim do serviço ferroviário, cerca de 400 mil toneladas/ano regressam à estrada. Serão cerca de 20 mil camiões.

O governo francês já disse que não pode aceitar uma tal situação e avançou mesmo com a promessa da retoma do serviço em Novembro. Mas para muitos clientes o comboio já é passado, porque os camiões continuam a ser mais baratos e mais flexíveis,

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