VIIA é a nova marca da SNCF Geodis para o negócio das auto-estradas ferroviárias. Um negócio que o operador público francês se propõe transformar numa rede à escala europeia.

No imediato, a VIIA arranca com as participações de 50% da Auto-estrada Ferroviária Alpina (AFA), que liga Aiton e Orbassano, e de 58,34% na Lorry-Rail, que cobre o trajecto Bettembourg – Le Boulou. O objectivo é acrescentar-lhe novas participações, sendo certo que o modelo de negócio assentará sempre na criação de entidades autónomas para cada uma das novas AE ferroviárias.

Nos planos continua, por exemplo, a auto-estrada ferroviária Atlântica, que deverá ligar Lille a Bayonne. A SNCF Geodis é a única candidata (depois da retirada da DB Schenker Rail), mas reclama ajudas públicas para a instalação dos terminais, assumindo em troca os riscos da exploração e o investimento em material circulante.

O dossier está para ser decidido pelo governo francês, que lançou o concurso para a concessão.

No horizonte, mas sem calendário, os responsáveis da SNCF Geodis olham para o prolongamento do serviço para Norte, até ao Benelux, e para Sul, até ao País Basco espanhol, depois Madrid e depois ainda Portugal.

Em estudo está ainda uma ligação com a Suíça, favorecida pela forte aposta do país no transporte ferroviário e pelos investimentos na melhoria das ligações ferroviárias transfronteiriças.

Já para Setembro próximo, anuncia-se o prolongamento da ligação Le Boulon – Bettembourg até Helsingborg, na Suécia, três vezes por semana. Com transbordo em Bettembourg, o transit time entre Le Boulon e o porto nórdico será de 48 horas, menos 24 horas que a opção rodoviária. Se tudo corres bem, será esta uma nova AE ferroviária.

Para o final do ano, prevê-se que as quatro ligações diárias entre Bettembourg e Le Boulon passem a ser asseguradas por comboios de 850 metros, com as vantagens daí decorrentes em termos de oferta de capacidade e de economias de escala na operação.

Desde o início do mês corrente, com o fim dos trabalhos no túnel alpino de Fréjus, já é possível transportar todo o tipo de semi-reboques nos comboios que asseguram a AFA, entre França e Itáia, o que multiplica ene vezes o mercado potencial do serviço. Até aqui, e por causa do gabarito de Mont-Cenis, apenas podiam ser carregadas cisternas, que apenas representarão 5%-6% dos tráfegos transalpinos.

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