A SNCF apresentou um plano a dois anos para fazer regressar o TGV à estabilidade económica que perdeu desde a crise mundial de 2008.

O plano da operadora gaulesa sustenta-se em três pilares: melhoria da qualidade da viagem (haverá assentos com um novo design nos novos comboios e nas unidades a renovar), aumento da oferta de bilhetes a preço reduzido (além de valorizar os clientes com cartão de fidelização, a proporção de bilhetes de baixo custo passará dos 15,9% de 2013 para os 18,5% dentro de dois anos, com o objectivo a longo prazo de chegar aos 20-25%) e redução dos custos de exploração em até 80 milhões de euros.

A situação financeira do comboio de Alta Velocidade francês é, com efeito, periclitante. Desde 2008, a margem de exploração caiu 29 pontos percentuais, para os 10,4% com que fechou 2014. Em simultâneo, os custos com as infra-estruturas subiram de 1 300 milhões para 2 100 milhões de euros, sendo que as previsões apontam para que alcancem os 3 000 milhões de euros em 2020.

A pressão sobre a Alta Velocidade gaulesa é ainda maior quando se sabe que a concorrência de companhias aéreas low-cost e de serviços de partilha de automóvel tem aumentado.

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