Os motoristas de matérias perigosas vão voltar à greve entre 7 e 22 de Setembro, anunciou o presidente do SNMMP.

Francisco São Bento confirmou que a nova paralisação dos motoristas apenas incidirá sobre as horas de trabalho extraordinário (acima das oito horas) nos dias úteis, e no trabalho aos fins de semana e feriados.

O novo pré-aviso de greve decorre da tentativa falhada de reatamento das negociações entre o SNMMP e a ANTRAM.

O objectivo, disse-o o presidente do sindicato dos motoristas de matérias perigosas, é garantir que os trabalhadores serão pagos pelo trabalho suplementar que realizam e que “não existirão pagamentos por baixo da mesa, não tributados”.

Segundo o sindicato, a greve, por ser parcial, não justifica a realização de serviços mínimos.

Na recente paralisação, o cumprimento estrito das oito horas de trabalho pelos grevistas (no âmbito dos serviços mínimos, primeiro, e da requisição civil, depois) tornou evidente que tal não chega para garantir o normal abastecimento de combustíveis, por exemplo.

Hoje, no anúncio de nova paralisação, o presidente do SNMMP voltou a criticar a “intransigência” da ANTRAM e insistiu na disponibilidade para negociar. Mas com condições: que os motoristas terão um “aumento não inferior a 50 euros” do novo subsídio de operações (de 125 euros, segundo o acordado com a FECTRANS e o SIMM) e que “receberão, obrigatoriamente, as horas extraordinárias acima das nova horas e meia de trabalho”.

A não haver desenvolvimentos entretanto, a nova greve dos motoristas de matérias perigosas decorrerá até à véspera do arranque da campanha eleitoral das Legislativas. Pedro Pardal Henriques, um dos rostos do SNMMP, foi hoje confirmado, será candidato pelo PDR de Marinho Pinto.

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