Os motoristas de matérias perigosas vão deixar de cumprir os serviços mínimos, anunciou esta manhã, em Aveiras de Cima, o vice-presidente do SNMMP.

 

“Vamos deixar de cumprir os serviços mínimos”, disse aos jornalistas o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pardal Henriques, que  acusou o Governo e as empresas de não estarem a respeitar o direito à greve.

“Os trabalhadores estão a ser subornados. Há polícia e Exército a escoltar os camiões. Não foi o sindicato que quebrou os serviços mínimos, mas sim as empresas e o Governo que violaram o direito à greve”.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de esta medida provocar a requisição civil, o vice-presidente do sindicato diz que na prática isso já está a ocorrer.

Os motoristas cumprem hoje o primeiro dia de uma greve marcada por tempo indeterminado e com o objectivo de reivindicar junto da ANTRAM o cumprimento do acordo assinado em Maio, que prevê uma progressão salarial.

A greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), tendo-se também associado à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

O Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% e declarou crise energética, que implica “medidas excepcionais” para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.

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