Os motoristas em greve cumpriram os serviços mínimos e vão continuar a fazê-lo, garantiu o “vice” do sindicato SNMMP na reacção à requisição civil, recebida com “tristeza”.

“É com alguma tristeza que vemos o Governo a decretar a requisição civil, quando os serviços mínimos que foram decretados estavam a ser assegurados por estes trabalhadores”, afirmou o vice-presidente do sindicato dos motoristas de matérias perigosas, que falou aos jornalistas em Aveiras de Cima.

O Governo está a “colocar à margem” os trabalhadores e a dificultar a reivindicação dos direitos, disse.

Pedro Pardal Henriques reiterou que os motoristas cumpriram os serviços mínimos, dentro da “jornada normal” de oito horas diárias e acrescentou que pretendem continuar a fazê-lo.

“O Governo foi eleito por eles [motoristas] e para os representar, mas, na verdade, está a dificultar a reivindicação dos direitos. Foi com tristeza que viram este despacho de requisição civil, mas amanhã estarão aqui para dar
cumprimento, tal como fizeram hoje”, defendeu.

O assessor jurídico do SNMMP lamentou ainda que os motoristas em greve estejam a ser tratados como se
fossem criminosos, enquanto veem o “Governo proteger quem prevarica”.

 

 

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