Desde Janeiro, os principais operadores mundiais retiraram das suas frotas mais de 130 navios porta-contentores. A excepção foi a HMM, segundo a Alphaliner.Só a Maersk retirou da frota 54 porta-contentores, com uma capacidade agregada de 236 mil TEU, com isso reduzindo a sua quota de mercado (em termos de capacidade), de 17,8% para 16,6%.

 

Os outros principais players alinharam pela mesma tendência, com maior ou menor expressão, em número de navios e de capacidade de transporte (ver quadro), ora mandando para abate navios, ora vendendo, ora devolvendo-os aos seus proprietários.

Neste quadro geral, a excepção, única, é mesmo a HMM, que continua a crescer depressa, apesar das dificuldades que continua a enfrentar. Desde o início do ano, a companhia sul-coreana aumentou a capacidade da sua frota em 42%, para a casa dos 563 mil TEU.

A HMM já recebeu os primeiros navios de 24 mil TEU que tinha encomendados e, além disso, retomou nove navios (três de 13 100 TEU e seis de 10 100 TEU) que estavam cedidos à 2M, quando a parceria terminou, em Abril passado, e a HMM se mudou para a THE Alliance.

Com o mercado em quebra, do lado da procura, aumentou o número de navios imobilizados por falta de cargas, e aí a HMM volta a destacar-se.

“O aumento acentuado do tamanho da frota já havia causado que a HMM realizasse manobras de ‘cascata’ de navios para outras rotas e colocasse embarcações em estado inactivo”, indica a Alphaliner.  A companhia sediada em Seul aproveitou, além disso, a ocasião “de ter excedente de  tonelagem para instalar scrubbers em alguns  navios de 13 100 e 8 600 da TEU”.

No final de Maio, 33% da frota da HMM estava registada como inactiva.

 

 

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