Os principais portos nacionais deverão paralisar a partir da próxima segunda-feira, em protesto contra a situação do sector e as medidas acordadas com a “troika”.

Em princípio, só o porto de Leixões ficará de fora da paralisação, de acordo com a informação avançada pela própria federação dos trabalhadores portuários, uma vez que o sindicato respectivo não aderiu ao protesto.

Recorde-se que os trabalhadores portuários de Leixões já não aderiram à última greve geral. Mas na manhã do dia pararam para realizar um plenário para discutir questões do novo contrato colectivo de trabalho.

A última greve geral foi também a primeira em que o Terminal XXI de Sines parou, fruto da recente adesão do sindicato local à Fesmarpor.

A paralisação convocada para se iniciar na próxima segunda-feira tem como causa directa a situação que se vive no porto de Aveiro, com o avanço do pedido de insolvência da ETP. Mas como pano de fundo tem as medidas acordadas com a “troika” e que prevêem mexidas substantivas no ordenamento do trabalho portuário e no modo de governação dos portos.

Em declarações à “Lusa”, António Belmar da Costa, director executivo da Associação dos Agentes de Navegação, sustentou que a greve anunciada “não faz sentido e não é justa” e alertou para os prejuízos “na ordem das dezenas de milhões de euros” que decorrerão da paralisação. Perdas directas para os operadores do sector marítimo-portuário; perdas também para a competitividade das exportações – “o único motor que a economia tem neste momento para tirar Portugal da situação em que está”, e prejuízos mesmo no caso das importações (que ficarão mais caras).

Se não haver alterações de última hora, só no próximo dia 18, depois da semana de greve, portanto, é que o secretário de Estado dos Transportes receberá os sindicatos dos trabalhadores portuários.

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