A agência de notação financeira Standard & Poor’s defende que Espanha deve analisar a “viabilidade e a rentabilidade” de construir mais quilómetros de linhas ferroviárias de Alta Velocidade, dado que já conta com a segunda maior rede do mundo, depois da China.
AVE

“A maioria do investimento público em infra-estruturas em Espanha ao longo dos últimos anos, e também em 2016, destina-se à expansão da rede AVE”, recorda o comunicado da agência, antes de sugerir a análise à rentabilidade da construção de mais linhas de Alta Velocidade.

A Standard & Poor’s considera que a conjuntura de fragmentação política que o país vizinho vive – ainda não há novo governo saído das eleições legislativas de 20 de Dezembro de 2015 – gera “incerteza” sobre a evolução do investimento em infra-estruturas no longo prazo. De acordo com a mesma análise, esta incerteza soma-se ao “problema” que Espanha tem de falta de estratégia de futuro em matéria infra-estruturas.

A agência de notação financeira norte-americana acusa os sucessivos planos de infra-estruturas de Espanha de serem sempre influenciados pelo governo em exercício e “não por uma estratégia e um planeamento de longo prazo que ultrapasse uma legislatura”. A Standard & Poor’s salienta que as dúvidas aumentaram após a subida do investimento público em infra-estruturas registado em 2015.

Por tudo isto, aquela entidade defende que Espanha deve definir um plano de infra-estruturas de longo prazo “concertado entre todos os agentes do sector e com uma projecção que vá além dos quatro anos de governo”.

A Standard & Poor’s advoga ainda que o plano conte com o aval de profissionais técnicos e não somente de políticos, para evitar que se repitam problemas como o dos aeroporto de Ciudad Real, entre outros investimento públicos realizados em Espanha há não muitos anos.

 

 

 

 

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