A reversão das privatizações da STCP e da Metro do Porto custou quatro milhões de euros. Em Lisboa, o processo ainda continua na Justiça.

A STCP pagou à Alsa 2,9 milhões de euros pela anulação da subconcessão atribuída à empresa privada em 2015 e cancelada em 2016. A empresa espanhola reclamava mais de 11,9 milhões de euros. A notícia do acordo foi avançada pelo “Jornal de Negócios” e confirmada pela operadora.

Antes, a Metro do Porto acordou com a Transdev o pagamento de 1,1 milhões de euros pela anulação da subconcessão. A operadora francesa pedia 10,9 milhões de euros.

O Governo de Passos Coelho atribuiu à Alsa e a à Transdev a concessão da exploração das redes de autocarros e metro do Porto. Mas assim tomou posse o Executivo de António Costa reverteu as decisões, o que motivou os pedidos de indemnização.

O Governo sempre sustentou não haver lugar ao pagamento de quaisquer indemnizações, assumindo apenas como natural o ressarcimento dos custos directos relativos à participação nos concursos.

Agora, ficou a saber-se que a reversão das privatizações dos transportes públicos no Porto custaram quatro milhões de euros. Longe dos mais de 20 milhões exigidos pelos concessionários afastados,  mas longe também das “centenas de milhares de euros” estimadas pelo ministro da tutela, João Pedro Matos Fernandes, ainda em Abril do ano passado.

Para fechar as contas dos custos da decisão de reverter as privatizações falta conhecer a decisão dos processos que ainda correm em Lisboa.

 

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