Os novos dirigentes da ANTP reúnem-se com o Governo depois de amanhã. A subida do preço do gasóleo será um dos temas em análise. A Antrop diz que avisou para a situação.

A subida continuada do preço do gasóleo rodoviário coloca em causa a sobrevivência de muitas empresas transportadoras. A ANTP reclama, por isso, medidas “extraordinárias”, e vai dizê-lo ao Governo, na próxima quinta-feira, numa reunião que era para ser de apresentação de cumprimentos.

Há dois anos, a ANTP nasceu da paralisação dos camionistas em protesto contra a alta do gasóleo. Agora sob a liderança de Artur Mota, a associação não fala em greves. “Esperemos que haja alguma sensibilidade para, em conjunto, arranjar algumas atenuantes [ao aumento do combustível]”, disse o novo presidente, citado pelo “DE”. “Não estamos no campeonato das greves, não vamos por isso em cima da mesa, não estamos em época de parar mas sim de trabalhar. A paralisação será a última coisa a fazer”, afirmou.

Soluções de curto prazo, sem esperar por uma eventual revisão do tarifário em Julho, são também reclamadas pela Antrop. O presidente da associação dos transportadores públicos rodoviários de pesados de passageiros, também citado pelo “DE”, afirma que “tivemos uma actualização tarifária de até 4,5%, que neste momento já está toda consumida”. “Quando falámos em actualizações tarifárias de até 6% deviam ter-nos ouvido”, reforçou Luís Cabaço Martins.

A combinação da subida do IVA, da redução dos incentivos à incorporação do biodiesel e da subida da cotação internacional do petróleo teve como resultado explosivo o aumento do preço do litro de gasóleo rodoviário para cima dos 1,3 euros neste arrancar do Ano Novo.

O pior é que a tendência será para manter, pelo menos enquanto as expectativas de aumento do consumo puxarem pela cotação do crude, e o euro continuar a perder valor face ao dólar.

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