A Aena vai amanhã para a Bolsa avaliada em 8,7 mil milhões de euros. Mais 700 milhões do que o melhor preço inicialmente pensado. Um sucesso que afasta da estrutura accionista dois dos três grupos que haveriam de formar o núcleo duro da gestora aeroportuária espanhola.

Amanhã o Estado espanhol venderá 49% da Aena a 58 euros por acção e com isso encaixará 4,23 mil milhões de euros. A forte procura dos investidores justifica a fixação do preço no limite mais alto do intervalo de 53-58 euros, que foi já uma revisão em alta do anterior intervalo de 43-55 euros.

A privatização de 49% da Aena estava para ser feita com 21% reservados a um núcleo duro de três accionistas e 28% dispersos na OPV. Mas afinal a venda será feita exclusivamente em OPV, uma vez que os 58 euros/acção fixados pela procura superam em muito os 48,66-53,33 euros/acção oferecidos pelos accionistas do núcleo duro.

Desse núcleo apenas restará a The Children’s Investment Management (TCI) que, depois de se propor pagar 51,6 euros por acção, aceitou desembolsar os 58 euros para garantir uma posição de 6,5%. Pelo caminho ficam a Corporación Alba (da família March) e a Ferrovial.

E assim a TCI será o segundo maior accionista da Aena, com direito a um assento no conselho de administração. Restará esperar para ver o que acontecerá com as demais acções dispersas na OPV.

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