Os ataques contra pequenos petroleiros nas costas do Sudeste Asiático motivaram o aumento do número global de embarcações sequestradas, de 12, em 2013, para 21, em 2014.

No entanto, nas restantes regiões do mundo verificou-se um declínio da pirataria marítima, de acordo com o Bureau Marítimo Internacional (IMB) da Câmara de Comércio Internacional (ICC).

No final do ano passado, os piratas mantinham reféns 442 membros de tripulações, em comparação com os 304 de 2013. A instituição sublinha, ainda assim, que a pirataria mundial está ao nível mais baixo desde há oito anos.

“O aumento global de sequestros deve-se ao aumento de ataques contra os petroleiros costeiros no Sudeste Asiático”, afirma, citado pela assessoria de imprensa da ICC, Pottengal Mukundan, director do IMB, que monitoriza a pirataria global desde 1991.

“Os grupos de ladrões armados atacaram pequenos petroleiros na região pelas suas cargas, muitos deles procurando especificamente combustível marítimo e petróleo para roubar e depois vender”, acrescenta a mesma fonte do IMB, que saúda os esforços da Polícia Marítima da Indonésia para conter o aumento dos ataques.

O relatório anual de pirataria do IMB revela 245 incidentes registados por todo o mundo em 2014 – uma queda de 44% desde que a pirataria na Somália atingiu o seu auge em 2011.

Os piratas da Somália foram responsáveis por 11 ataques, todos sem sucesso. Contudo, o IMB aconselha os capitães das embarcações a seguirem as melhores práticas da indústria, dado a ameaça da pirataria somali não ter sido ainda eliminada.

Em todo o mundo, 21 embarcações foram sequestradas no ano passado, 183 foram abordadas e 13 foram alvejadas. Os piratas mataram quatro tripulantes, feriram 13 e raptaram nove, além dos embarcados nos navios sequestrados.

 

 

 

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