A angolana TAAG está em situação de falência técnica há três anos, revela o relatório e contas da companhia relativo a 2017.

O relatório aponta para a necessidade de aumento de capital por parte do accionista único, o Estado, para “resolver a situação em que a companhia se encontra”, cita o jornal local “Expansão”.

A necessidade de capitalização e reestruturação financeira da TAAG, que diminuiu para metade os prejuízos entre exercícios, passando de 15,1 mil milhões de kwanzas (48 milhões de dólares) em 2016, para 7,7 mil milhões de kwanzas  em 2017, também é realçada no parecer do auditor externo.

No relatório, a Ernst & Young (EY) conclui que as “circunstâncias indiciam a existência de uma incerteza significativa que pode colocar em causa a capacidade da empresa em continuar o seu curso normal de negócios”.

O auditor externo refere-se, concretamente, ao facto de a TAAG, por ser “uma empresa 100% pública e de serviço público”, necessitar do “apoio do Estado angolano para dar cumprimento à missão e objectivos para a qual foi criada”.

E recorda que, em 2017, tal como já havia acontecido nos anos transactos, a companhia fez “diligências no sentido de, junto das entidades relevantes, demonstrar a necessidade crítica da entrada de capital“, propondo a conversão
dos valores a pagar ao Estado em capital.

O Conselho Fiscal das Linhas Aéreas de Angola concorda com o auditor externo e reforça a necessidade de o “accionista tomar uma acção urgente”, com vista à “capitalização da empresa”, que apresenta capitais próprios negativos pelo terceiro ano consecutivo.

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